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O título desse post estava decidido desde que eu comprei o ingresso pro show da Crystal Kay para uma sexta-feira. Isso porque eu sabia que passeio em Osaka + Show da Crystal Kay, só poderia ser tudo de bom. Não vou negar que fiquei um pouquinho desapontado porque essa música não entrou na Setlist do show (faltou um tato dela inserir já que era sexta-feira), mas o dia foi tão perfeito, que não seria uma implicância minha que tiraria o brilho dessa maravilhosa e radiante sexta-feira.

Aproveitando que iria pra Osaka resolvi sair de casa logo de manhã e ter um dia digno de Otaku que se comportou bem nos últimos tempos. Primeira parada foi o Poké Center, para ver se tinha algum Pokémon sendo distribuído… infelizmente eu sai de lá de mãos vazias, já que o sistema parece estar em manutenção por alguns dias (triste, mas em breve deve ter algo legal). Depois resolvi ir fazer um reconhecimento das redondezas onde seria realizado o show, para não me perder na hora H. A região é repleta de lojas de “moda ocidental” e tem um toque divertido, porém o meu objetivo mesmo era encontrar a Mandarake (uma famosa rede de produtos “otaku” de segunda mão – passe longe de qualquer coisa moe). Para a minha surpresa foi muito fácil achar a loja tem feito uma simples consulta no google maps antes de sair de casa, e já na entrada a minha maior surpresa: do lado de fora da loja haviam diversas prateleiras de mangás de 100 yen… porém, se você levasse três pagava só dois!!!! Quem voltou pra casa com uma tonelada de mangás? Depois de me digladiar comigo mesmo resolvi comprar alguns volumes que seriam uma burrice deixar dando sopa naquela prateleira e resolvi partir para Nipponbashi e voltar para essa loja na hora do show caso ainda tivesse interessado em comprar mais alguns volumes

DSCF3342No caminho a fome apertou e decidi sair pelas ruas a procura de algo gosto, que satisfizesse minha fome por um bom tempo e que tivesse “o sabor de Osaka” e foi nessa exploração que acabei no restaurante onde comi um delicioso Okonomiyaki de queijo e ovos *-*… Sério, eu sinto que vou voltar nesse restaurante todas as vezes que for pra Osaka, porque esse Okonomiyaki é muito bom. Após o almoço segui me caminho tendo como objetivo encontrar alguns exemplares para as minhas coleções de Fullmetal Alchemist e Rurouni Kenshin, mas especialmente em busca de mais um jogo para o 3DS, já que zerei Ocarina of Time. E a bola da vez era Super Mario 3D Land. Porém, mesmo revirando Nipponbashi de cabeça para baixo eu consegui encontrar esse jogo num preço que vale-se a pena (tendo em consideração que o mais barato que encontrei era usado e custava menos de 5 reais de diferença para o produto novo vendido pela Amazon). Porém ao longo do dia acabei me deparando com vários outros jogos que eu já tinha interesse em preços “convidativos”, entre eles o Steins;Gate e Digimon do PSP. Na impossibilidade de achar o Mario comprei o S;G e voltei à Mandarake para comprar os mangás e o Digimon, mas acabei dando de cara com o Paper Mario (que também estava na minha lista de interesses) por um preço muito bom, logo… Falando sobre mangás, além de ter achado os “Pague dois e leve três”, ainda encontrei em uma outra loja algumas prateleiras de mangás sendo vendidos a míseros 50 yen (que dá pouco mais de 1 real). E se tudo isso não é suficiente pra provar que eu tava num dia de muita sorte, passei pela animate e resolvi pegar uma cápsula. Mas sempre que vou pegar cápsulas eu já vou sem esperança, porque das últimas vezes, eu tive a pachorra de tirar o navio do Barba Branca no do One Piece, e o Akito no do Code Geass (exatamente, “quem é Akito?”… é a droga do protagonista sem graça dos recentes OVAs/Movies sei lá -.-‘). Aí fiquei naquela indecisão entre pegar uma cápsula dos personagens de Robotics;Notes ou dos Upa de Steins;Gate?? Acabei optando por Robotics;Notes, crente de que ia sair, sei lá, o cara do papagaio ou a diretora da escola, mas contrariando minhas expectativas e carimbando o meu atestado de boa sorte, veio o Kaito *-*. Aliás, falando em “figures”, numa das lojas que entrei procurando o Mario (que Mario? tá parei) acabei encontrando uma seção de produtos em promoção, várias coisas novas em promoção, provavelmente coisa que ficou encalhada no estoque. Entre eles muitos brinquedos e figures de One Piece, e uma porção de figures da Tsugumi de Guilty Crown de cerca de 15 cm!! DSCF3367(Eu tive q olhar a etiqueta de todas as caixas pra acreditar no que tava vendo… quase comprei umas 10 só porque tava barato, mas acabei comprando uma só – eu nem gosto muito de Guilty Crown e nem da Tsugumi, mas eu não podia deixar aquilo passar). Além da Tsugumi comprei também uma miniatura do Zoro.

DSCF3339Mas chega de falar das minhas compras e vamos ao que interessa, o espetáculo estrelado pela Crystal Kay. O show ocorreu numa pequena casa de eventos dentro de um shopping de Shinsaibashi, uma área comercial de Osaka (o shopping é esse da foto, com um cartaz imenso do Gundam no centro). Os ingressos vinham numerados de acordo com a ordem de compra, e isso determinou o local na fila em que a pessoa era colocada. Como eu comprei no primeiro dia fique razoavelmente no começo da fila e acabei conseguindo um excelente lugar na quarta fileira (considerando que até a terceira fileira está dominado principalmente pela galera do fã-clube). Kuri-chan subiu no palco pontualmente as 7 horas, vestida com uma calça verde colada e a camiseta da turnê, com seu afrohair bem volumoso quase num black power (ok, exageros a parte)… um figurino típico de encore de show… sem muita produção, o que combinava com o palco pequeno, com espaço apenas pra cantora e sua banda composta de 4 músicos. A proposta do Crystal Café é justamente a de proporcionar uma experiência mais intimista e com maior foco na musicalidade e canto do que em grandes produções… até porque ela já fez a turnê de promoção do seu álbum Vivid no ano passado e está agora lançando o DVD, por isso esse show foi planejado para ter uma outra vibe. Durante a noite Kuri-chan conversou diversas vezes conosco, contando várias coisas sobre si, falou que existe um lado da Crystal Kay que é aquela diva poderosa que domina um palco imenso, com dançarinos e segura o live no gogó, mas que ela adora a experiência de poder curtir um momento mais relaxado, só com a música e os espectadores. Não é preciso dizer, portanto, que o show foi um espetáculo vocal, deixando de lado as coreografias mais elaboradas, Kuri-chan interpretou algumas baladas de derramar lágrimas, mas também colocou muito swing dançando com naturalidade algumas músicas mais agitadas, mostrando que quem nasceu pro rebolado não perde ele nunca. Um fato interessante é que o show foi composto praticamente metade por canções cover. Pode-se dividir a setlist em 4 partes, sendo a primeira a abertura com algumas músicas de seu álbum mais recente, depois uma seção de “músicas” que marcaram sua vida (covers), depois uma seção de anime songs (covers) e por fim mais algumas músicas próprias, entre elas a recente Kaze no Kanata.

DSCF3370As suas músicas próprias em geral ganharam um novo arranjo mais acústico. Sobre os covers, foi muito interessante, pois a cada música ela contava a história dessa música na sua vida. A primeira foi uma música que ela disse lembrar de ter comprado o single e ficar ouvindo enquanto esperava o ônibus para a escola (nos tempos de ginásio – fundamental 2 , sei lá)… nada mais nada menos do que Walk in the Park da deusa Namie Amuro… quase tive um piripaque vendo uma das minhas artistas favoritas fazendo cover de outro e falando com tanto carinho sobre a “Namie-chan”. Tenho que dizer que gostei mais da versão da C.K. do que da Namie, mas isso é porque acho a original muito genérica com o mesmo toque e vocais das demais músicas da Namie na época, já o arranjo acústico e os vocais poderosos da C.K. deram uma nova vida pra música (até fiquei com vontade de ver a Namie cantando essa música hoje, pra ver como seria). Outro cover de destaque foi Beat It. Não é surpresa que ela era apaixonada pelo M.J. e o discurso dela foi sobre a tristeza de saber que nunca terá a chance de ver seu maior ídolo cara a cara e ela até fez uma piada dizendo que estava choramingando sobre isso e sua mãe disse “Pára! Se você não pode encontrar o M.J. você pode “ser” o M.J.” e nisso ela saiu no Moonwalking no palco, muito linda. Para Beat It, ao invés da esperada coreografia a C.K. pegou foi o baixo e tocou por si própria a batida principal da música, mostrando que ela não é apenas linda, carismática, excelente cantora e dançarina, ela também sabe pegar no instrumento (sem trocadilhos). De demais covers memoráveis eu citaria Touch e Moonlight Densetsu (na verdade só to citando as músicas que eu conhecia). Além do baixo a C.K. também tocou um instrumento de percussão e um instrumento típico de enka (durante um enka, lógico). Ela cantou alguns de seus antigos sucessos, como Darling P.P.P. (quando chamou alguém da platéia para ser o seu Darling, e diferente da Koda Kumi que só pega garotinhas choronas ela chamou um tiozão, salaryman, colocou ele na banquetinha e interpretou de mãos dadas com ele) One, que foi tema do 11º filme de Pokémon.

O show acabou naquela atmosfera calorosa que a C.Kay foi criando ao longo de todo o show, conquistando pouco a pouco uma plateia tímida e fazendo que até o final todo mundo já tivesse em pé, gritando e repetindo a coreografia que ela ensinava. E com essa ハルアラシ (tempestade de primavera) eu voltei pra casa, após um dia cansativo e quente (pois o inverno acabou), com o pé dolorido de tanto andar, as costas não aguentando o peso da mochila que se encheu de mangás na promoção, mas feliz, pelo dia maravilhoso e pela experiência única de ver uma das artistas que me fez gostar de Jpop mostrando todo seu talento. No trem fui jogando o meu mais novo Steins;Gate, e percebendo o quanto essa vida no Japão está me trazendo de experiências para a vida toda.

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